segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Lauro Antonio da Costa

Lauro Antônio Costa nasceu neste município a 13 de junho de 1916, filho de outro ilustre curitibanense, de direito, nascido na cidade litorânea de São José, próxima a capital do Estado, José Faustino da Costa e de sua esposa Ana Costa, nascida nesta cidade e que foi biografada pelo mesmo autor.
José Faustino da Costa descende da brava gente dos Açores, território do domínio do então Reino de Portugal, portanto de bom sangue português, que não só pelejou contra os impertinentes mouros, como realizou notáveis descobertas de novo mundo, além dos caminhos da Índia, este enorme continente, o Brasil.
Lauro Antônio da Costa teve os seguintes filhos: Maria José (casada com Ivo Peretto), Maria Inês (agrônoma), Irene (casada com Alcides Pellizzaro), Armando (casado com Marilúcia), Regina (casada com Ari Pellizzaro), tendo o filho Gabriel, e Dirceu (veterinário) casado com Isolda, tendo o filho Gustavo.
Lauro é casado com Yolanda Almeida, filha do saudoso Cel. Graciliano Torquato de Almeida e de Francisca de Almeida (ambos com biografias no Museu), personagens que se constituem complementos da história de Curitibanos. São seus netos: Laura Antônia, Maria Inês, Flávia e Ivo Filho, filhos com casal Maria José e Ivo Peretto. Maria Magdalena, filha do casal Irene e Alcides Pellizzaro. Débora, Rodrigo e Tamara, filhos do casal Armando e Marilúcia. Ana Claudia, Marco Aurélio e Claudete, filhos do casal Regina e Ari Pellizzaro.
Por tradição Lauro e sua família são católicos praticantes, pois seus ancestrais através dos sete mares que sulcaram, as frotas traziam em seus bojos a bela Cruz de Cristo.
Sua ação neste município é extensa e de grande valia.
Eleito prefeito a 31 de janeiro de 1951, pelo período de 5 anos, portanto a vencer-se o mandato a 31 de janeiro de 1956. Nesse pequeno espaço de tempo, exerceu uma administração sem descanso, atendendo de preferência a educação dos meninos, que foi sua principal preocupação e construção das estradas municipais que percorrem todos os distritos.
Quando assumiu a direção, o município possuía apenas duas estradas, a de Liberata e de Ponte Alta do Norte, via Campo da Roça. As demais, ao Núcleo Tritícola, a Frei Rogério, a Cabaçais do Sul e outras de penetração as fontes de produção.
Então, se iniciou a época de extração de pinheiros e outras madeiras, sendo construídas inúmeras serrarias em diversas zonas povoadas dessas madeiras. Não se descuidou de intensificar a produção agrícola.
Seu maior serviço prestado ao município está em ter trazido um notável professor de renome internacional, Doutor Pinheiro Machado, para realizar conferências sobre problemas eminentes a pecuária e agrícola, e, entre eles, a maneira de alimentar o gado, por ocasião do inverno rígido que chega a secar o pasto nativo, ocorrendo a sua morte por fome. Então, ensinou a plantar espécies de capim, resistente ao frio e dividir a plantação em pequenos espaços cercados, onde se pratica o rodízio (sistema usado na Europa e que traz o nome de Sistema Veisin). Além de ter resolvido esse problema para o município, outro trabalho notável realizado por Lauro foi, sem dúvida, o loteamento do perímetro urbano, abrindo ruas e mais ruas, calçando-as de modo que veio de imediato, a intensa povoação da cidade, hoje, bela e limpa. Sendo um dos baluartes na conquista do registro da raça do Cavalo campeiro, ou Machador das Araucárias e membro fundador da ABRACCC (Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Campeiros). Faço uma citação especial nessa conquista, o empenho incondicional de Ivadi Coninck de Almeida.
Curitibanos, desde essa época começou a desenvolver-se nas diversas atividades humanas, sendo em renda do Estado, o décimo do município. Assim é que Lauro Antônio da Costa tornou-se credor de nossa admiração e de figurar, com seus familiares, nas páginas da História desse município.
Faleceu em 11 de janeiro de 2008.